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Cultura material / Instrumentos musicais / Tambor

1602 De Marees, Pieter Description et récit historial du riche royaume ... TRECHOS link


1
África ocidental (Guiné)
 
palavras-chave


As danças com as quais os habitantes da Guiné se divertem são deste tipo. Nos seus braços e pernas usam muitas argolas de cobre, [pewter] e marfim; muitas delas com pequenos sinos que produzem sons variados. Os instrumentos que tocam são bacias, tambores, troncos de árvores lisos e ocos, sinos de gado e alaúdes semelhantes àqueles do nosso país cujas cordas são feitas a partir de certos juncos ou a partir de pelos de caudas de elefantes, e cujo som não é desagradável. Eles geralmente pulam e sapateiam alternadamente sobre o chão combinando isso a vários gestos histriônicos. Eles não gostam de praticarem as danças na presença de estrangeiros.

26 [02]
Costa do Ouro
 
palavras-chave



A descrição da Figura n. 5. Esta ilustração apresenta como e de que forma eles honram seus Fetissos, que superstições e fingimentos demonstram a seu ídolo, acreditando que o estão reverenciando. A) Mostra como um Fetissero ou um dos seus ministros está com suas duas mulheres perto de uma árvore, para adorar seu ídolo[.] Agitam vários guizos, fazendo soar tamborins, enquanto suas mulheres pulam uma contra a outra, paramentadas como em dia de festa, entregando-se à alegria, em honra a seu Fetisso[.] Ao pé da árvore há um cachorro preto, que vem costumeiramente se apresentar[.] Na árvore amarram muitos feixes de palha, que eles chamam Sainctos e que se amarram também nos braços e pernas. B) Aqui se representa outro tipo de oração, que eles também fazem, suplicando a seu ídolo que lhes envie muitos mercadores e que faça chover a fim de que possam achar ouro. C) Representa como são suas assembléias na terça-feira, que é seu domingo, para batizar e conjurar suas crianças.1 
 
1 Falta descrição da cena D.

27 [1]
Costa do Ouro
 
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Quando há pouco peixe no mar e os pescadores não tiveram sorte na sua pesca, pensam que o seu Fetisso está zangado e que não lhes quer dar peixe[.] Então fazem uma grande lamentação juntos, chamam o seu Fetissero e lhe dão um pouco de ouro, a fim de conjurar o Fetisso para que lhes permita pescar. O Bruxo faz paramentar suas mulheres, 3 ou 4, tantas quanto tiver, da melhor forma, com suas melhores roupas e ornamentos, as quais percorrem a cidade, gritando e bradando e fazendo grandes lamentações, batendo palmas e depois, quando se reúnem na beira-mar, pegam ramos de certas árvores que penduram em volta do pescoço. Estas árvores são tidas também como Fetissos Dasianam [Assinam] e eles acreditam que os mesmos enviam o seu peixe: o Bruxo que deverá conjurar o Fetisso vem com um tambor e bate ou toca diante das árvores que estimam ser boas às suas intenções[.] Feito isto, vai à beira-mar com as mulheres, onde conversam por longo tempo e jogam então milho miúdo ao mar como seu alimento, além de outras coisas coloridas, persuadidos de que o seu Deus será contentado e lhes permitirá pescar bastante[.]

35 [3]
Costa do Ouro
 
palavras-chave

Os servidores levam os tambores ao conflito sobre os quais batem enquanto outros que têm dentes de elefante os utilizam como trompa [...]

37 [1]
Costa do Ouro
 
palavras-chave

[Os reis] que querem ser amados pelo seu povo têm o costume de realizar um convite a cada três meses, quando seus guardas ou coletores de impostos vêm lhes entregar o que receberam com as taxas dos camponeses, gastando nisto o que foi coletado nesse período, convidando a essa festa os Morinni, ou seja, os gentis-homens ou pessoas do seu conselho[.] Compra-se então muitas vacas, bois e vinho de palma, tanto quanto pode, em todo o país[.] O vinho é repartido por todo lugar entre a comunidade[.] Mostra-se então grande alegria e exaltação ao tocar o tambor e ao cantar[.] As cabeças das vacas são limpas, gentilmente pintadas e enfeitadas com Fetissos e penduradas na sala do Rei, todas em volta e em ordem, umas ao lado das outras como se fossem pinturas, em grande honra do Rei, segundo a opinião deles, de modo que os estrangeiros que vêm à Corte vendo isto podem compreender que se trata de um bom Rei que é estimado e reverenciado pelo seu povo.

37 [2]
Costa do Ouro
 
palavras-chave

[...] eles têm ainda um outro dia de festa a cada ano, como é o aniversário do seu coroamento ou Fetisso[.] Então convida o Rei à festa aos seus vizinhos Reis e Capitães com toda sua nobreza e dá então um grande banquete adorando nesse dia também o seu Fetisso, lhe fazendo Sacrifício ele mesmo, o que ele faz só uma vez por ano. Este Fetisso é a árvore mais alta da cidade, ela é o Fetisso do Rei[.] Neste festim eles fazem várias macaquices simulando combates de esgrima, tocando tambor, cantando e pulando[.] As mulheres mostram então uma grande alegria ao dançar, e cada Rei tem seu festim à parte[.] Todas as pessoas de prestígio uma após a outra, fazem o mesmo na estação do verão[...]

40 [1]
Costa do Ouro
 
palavras-chave

[Quando é preciso convocar uma assembléia para julgar alguém] o Capitão manda imediatamente o seu escravo bater o tambor em volta da cidade. Este vai com o tambor pendurado do pescoço, com dois outros moços do seu lado, cada um com um sino de vaca, sem badalo, na mão, no qual batem à vontade com um pequeno bastão[.] Após terem feito uma rodada (o que indica ser a convocatória legítima) vem o Capitão sentar-se com seu séquito de gentis no mercado, todos com suas armas, juntando-se também os do lugar sem saber quem vai ser julgado [...]

69
Costa do Ouro
 
palavras-chave

[Para poder ser promovidos à categoria de “nobres”, os candidatos devem oferecer três dons] O primeiro é um cachorro que eles chamam de Cabra de Matto que quer dizer um cabrito do bosque: o segundo é um carneiro ou Cabrito: o terceiro é uma vaca com muitas outras coisas e então ele é enobrecido. Esses presentes são distribuídos entre a comunidade, a saber, entre aqueles que também são nobres. [Os presentes] são feitos um após outro de acordo com as possibilidades de quem reclama a honra e tem os meios para fazer as despesas[.] Estando pronto vai notificar ao capitão de sua intenção, compra-se uma vaca que é levada ao mercado e onde é amarrada[.] Feito isso, manda-se [avisar] que um tal homem será enobrecido em tal dia, enquanto se preparam todos aqueles que já foram enobrecidos para fazer um torneio na festa e outras macaquices. A pessoa que deseja ser enobrecida apresenta seu caso com bebida e comida para dar boa acolhida e tratamento aos seus hóspedes: ele compra galinhas e bastante vinho de Palma e envia a cada nobre uma galinha e um frasco de vinho à sua casa, para que se deleite. Quando chega o dia do torneio, todos os habitantes se reúnem no mercado, os homens como superiores irão se colocar de um lado tendo perto deles muitos instrumentos como tambores, sinos e outros parecidos.

70 [1]
Costa do Ouro
 
palavras-chave

Descrição da figura Nº5.

Nesta ilustração feita ao vivo você pode ver de que maneira e quais cerimônias solenes eles realizam para enobrecer alguém, pois aquele que deseja adquirir tal grau de honra dará todos os seus bens ao povo da melhor forma para ser depois nobre, o que eles caçam intensamente desde sua juventude[.] As mulheres se mexem com grande alegria dançando e pulando e os homens, de forma semelhante, combatendo e lutando por três dias seguidos[.] Vão depois matar a vaca, presenteado pelo enobrecido, esquartejando-a em pedaços e a repartindo entre a comunidade, para cada um um pedaço, mas o novo nobre não pode comer, pois acreditam que se comesse do presente morreria logo depois. A letra A é a vaca que ele presenteia ao povo, B é o búfalo do Negro de quem se faz um nobre touro; este, sentado em um pequeno banco e tendo escravos sob os seus pés, acima dos quais ele anda, é assim carregado, indo às vezes também a pé. C é a mulher do nobre tendo ao braço direito um anel de ouro à guisa de um bracelete, D é o superior ou Capitão que olha a brincadeira com seu conselho, E são as mulheres que vão diante dela, F são as mulheres que batem o tambor e sobre as bacias e outros instrumentos, G são os soldados que convêm ao enobrecido e pulam e lutam um contra o outro, H estas mulheres jogam sal e terra branca sobre a mulher do nobre, I são os espectadores que vêm ver a farsa.
71 [1]
Costa do Ouro
 
palavras-chave

Estando assim paramentados, os colocam pela ordem hierárquica, segundo a competência do lugar[.] A vaca é colocada na frente e atrás dela todos os nobres da cidade em procissão, dançando e pulando em volta da cidade. De volta ao mercado, a vaca é amarrada ali e eles se entregam a tocar os tambores e as cornetas e os homens jovens igualmente a pular e simular combates com seus escudos e azagaias, provocando nas suas idas e vindas grande alegria em volta desses nobres, cada um guerreando com o outro para conseguir a maior honra. As mulheres também dançam e cantam, carregando às vezes as pessoas, tanto o homem quanto a mulher, numa cadeira em torno da cidade, jogando-lhes farinha no rosto; de modo que eles sentem grande alegria e juntos participam de vários passatempos durante três dias seguidos[.] Cada noite os recolhem [coavie] na sua casa, onde os outros nobres os guardam[.] No dia seguinte voltam a procurá-los de novo com uma multidão de pessoas e ali se renova a festa do dia anterior[.] Eles colocam também uma bandeirola branca fora de sua casa em signo de alegria e casa aberta [court bandie].

71 [4]
Costa do Ouro
 
palavras-chave

Eles se enfeitam com muita lindeza principalmente as mulheres quando elas desejam ir dançar, ocasião na qual eles têm grande arrogância[.] Elas adornam os braços com muitos braceletes de cobre, estanho e marfim e amarram anéis nas pernas com sinos, a fim de que dançando eles ressonem[.] Seus cabelos são encaracolados e amarrados no topo[.] Lavam o corpo com água fria e o untam depois com Óleo de Palma a fim de que fique mais brilhante[.] Seus dentes são igualmente bem brancos e polidos, reluzindo como marfim, por força de os escovar continuamente com certo tipo de madeira muito dura[.] Depois colocam em volta do corpo uma peça de pano branco pendurada abaixo de seus peitos até os joelhos[.] Costumeiramente, elas se reúnem à noite e vão ao mercado para dançar, alguns têm instrumentos os quais eles tocam, um tem uma bacia de cobre acima da qual bate com um bastão, outros têm tambores de madeira cavada de árvores ocas, coberto de uma pele de Cabrito, acima dos quais eles sentam-se [...]

ca 1680 Não Identificado Não identificado TRECHOS


1
Costa do Ouro / Reino de Fetu
 
palavras-chave
 
1.- Rei de Fetu, na Costa do Ouro, 2.- Fétisséros, ou Sacerdote; 3.- Soldados
1671 Delbée, François d' Journal du voyage du Sieur Delbée, commissaire ... TRECHOS link


393 a 397
Reino de Allada / Offra
 
palavras-chave

[...] O Príncipe falou que foram enviados pelo Rei para recebê-los e conduzi-los a Assem [Allada], mas que antes disso queria regalá-los e beber com eles na beira mar o que seria feito no dia seguinte [...] /394/ No dia 20 [de janeiro], o Príncipe foi à beira mar onde tinha ordenado levantar uma grande tenda [...] /395/ Em terra, um dentre eles que parecia um Oficial, me disse em Português para permanecer ali: o que eu fiz [...] eu vi se aproximar um bando desses Negros, que seguravam bastões em forma de S, na ponta dos quais havia um pequeno estandarte com o qual faziam cem malabarismos. Depois deles /396/ marchavam outros que tinham tambores mais estreitos nos seus extremos, sobre os quais batucavam uma espécie de cadência [.] Eles eram seguidos por outros que carregavam uma espécie de sino, com os quais faziam uma música relativamente ritmada, ao som do qual aqueles que os acompanhavam faziam muitos gestos estranhos e extravagantes; alguns cantavam, outroscontavam em sua língua contos para fazer rir, e tudo o que os bufos podem inventar para divertir: entre os tocadores de instrumentos, alguns tinham tipos de trompete muito curtos, com os quais eles tocavam e acompanhavam o som de outros instrumentos. /397/ Todas essas pessoas eram da casa do Príncipe; e estes são os instrumentos que utilizam neste país para o seu divertimento [segue descrição de um desfile militar][.]


1669 Villault, Nicolas Relation des costes d'Afrique appelées Guinée: ... TRECHOS link


310 a 313
Costa do Ouro / Cabo Corso (F. Fredriksburg)
 
palavras-chave

Os habitantes das Costas da África são grandes amantes de canções, instrumentos e, sobretudo, da dança, à qual se dedicam duas ou três horas todas as noites antes de dormir[.] Para isso, homens e mulheres se enfeitam com aquilo que tem de mais valor, carregam muitas manilhas de ouro e de marfim, penteiam seus cabelos, os homens trazem em suas mãos abanadores, feitos de cauda de cavalo ou de elefante /311/ (como os penachos com os quais limpam-se os quadros) e se encontram todos no largo depois do pôr do sol. Estando reunidos, aqueles que tocam instrumentos se colocam em um canto, eles se servem de uma espécie de tambor oco de tronco de árvore, de um junco que tem vários furos que lhe serve de flauta, de uma espécie de pandeiro e de um instrumento parecido com nossos violões, sobre o qual estendem seis cordas de junco[.] Todos juntos fazem uma sinfonia bastante grande[.] Os homens e as /312/ mulheres ao som desses instrumentos se separam cada um de seu lado e em pares opostos um ao outro se aproximam e se afastam em cadência, fazendo estalar seus dedos, gesticulando a cabeça, dizendo algumas palavras ao ouvido, agitando esses abanadores, passando assim o tempo. Essa dança lembra bastante o filoux que nós dançamos na França. Algumas mulheres ou meninas pegam um arco que elas jogam sobre o chão, em volta do qual elas pulam e passando o levantam com a ponta do pé, o que lhes dá um prazer tão grande, que eles têm escolas entre eles /313/ para aprender a dançar.

313 [2] a 315
Costa do Ouro / Cabo Corso (F. Fredriksburg)
Período: 1667
palavras-chave

Eu vi em Frederisbourg, no dia 26 de abril, uma de suas festas, que geralmente são instituídas em memória de alguma vitória conseguida pelo Estado. Esta foi celebrada pelo genro do Rei de Fetu, que no ano anterior, no mesmo dia, ganhara uma batalha contra o Rei de Acanis e o Senhor de Abramboa, na qual, segundo /314/ relato do General da Dinamarca, faleceram mais de quinze mil homens, tanto de um lado como do outro. A festa começou em Cap-Corse, onde mora o genro desse Rei, que fez um grande banquete e liberalidades para todos que quisessem compartilhar[.] Durante todo o dia os súditos desse Rei só pensavam em se divertir. O Rei veio encerrar a festa à noite, no Castelo de Frederisbourg. Quando íamos nos sentar à mesa, ouviu-se lançar na porta do Castelo um grande grito e ao mesmo tempo o som do tambor e da trombeta que é feita de dentes de elefantes vazados. /315/ Vimos que era o genro desse Rei que vinha precedido pelo seu Tambor, de quinze ou vinte Trombetas, acompanhado de doze de suas mulheres, e seguido de sessenta Escravos, dos quais dois portavam grandes escudos com os quais o cobriam e dois outros portavam suas lanças, arco e flechas.


350 a 352
Costa do Ouro
 
palavras-chave
Os Mouros gostam tanto do título de Nobreza que não há nada que não fariam para obtê-lo[.] Também, entre eles, há diversos tipos de títulos que se adquirem de duas maneiras: ou por ter realizado um grande serviço ao Estado ou por /351/ dinheiro. Quando alguém enriquece não pensa em mais nada além de se tornar nobre, mesmo que signifique gastar todos os seus bens. No dia em que a pessoa vai ser enobrecida solicita a todos seus amigos e outros nobres do país para reunir-se na aldeia[.] Em presença do Rei ou de algum dos seus Oficiais, os escravos o carregam sobre suas costas em volta da aldeia; as mulheres pulam, cantam e dançam diante dele até anoitecer, quando se oferece um jantar a toda a companhia. A festa dura três dias, ao fim da qual ele oferece um boi ao povo com /352/ muito vinho de palma. Nesse dia ele toma novos Fetiches e todos os anos reproduz essa festa com seus parentes e amigos. Diz-se também que todos os nobres do reino têm um dia em que se reúnem todos os anos para celebrar conjuntamente. Os privilégios da nobreza são poder negociar em qualquer parte, vender e comprar escravos, o que não é permitido aos outros; ter tambores e trombetas e tocá-los quando quiserem[.] Aqueles que são enobrecidos por alguma ação honrosa têm, não obstante, /353/ os cargos militares mais altos.
1668 Dapper, Olfert Description de l’Afrique contenant les noms, la ... TRECHOS link


295 [1]
Costa do Ouro
 
palavras-chave
Elas [as mulheres] têm uma estranha paixão pela dança: desde quando elas escutam o bater de um tambor ou o tocar de qualquer outro instrumento, seu corpo fica tão fortemente emocionado por esse som que elas têm dificuldade de se manter paradas, até mesmo se elas têm um filho no ventre e outro para dar de mamar. Elas atam sinos nas pernas para fazer barulho ao dançar. Entre os seus instrumentos mais conhecidos está uma caixa feita de tronco de árvore. As duas extremidades dessa caixa são fechadas por uma placa de cobre coberta de pele de cabra sobre a qual eles batem com varetas. Eles sabem também soar sinos e tocar uma espécie de violão, composto de uma madeira e de seis juncos. Elas dançam geralmente duas a duas e fazem mil macaquices, dando-se golpes sobre os ombros com cauda de cavalo; deixando cair algum feixe de palha, que elas lançam ao ar com um golpe de pé e o recolhem com as mãos antes que ele caia. Eles têm casas onde se ensina às crianças a dançar e a tocar instrumentos.
302 [2]
Costa do Ouro
 
palavras-chave
Eles têm tambores de um tamanho excessivo: são troncos de árvores ocos e cobertos nas duas extremidades com uma pele de bode, que têm vinte pés de comprimento. Só se batuca essas enormes caixas em algumas festas solenes ou celebração real[.] Fora essas ocasiões os ostentam pendurados  diante do Palácio do Rei ou da casa do Capitão da aldeia. Têm ainda um outro tipo de tambor muito menor, pois o carregam pela aldeia pendurado ao pescoço. São caixas redondas e amplas de um lado e estreitas e pontudas do outro, semelhantes a piões, que ninguém tem permissão de bater a não ser a Nobreza. Suas trombetas são feitas de marfim esculpido com diversas imagens; eles as fazem ressoar, soprando em uma extremidade, ou por um orifício que está no meio, e ninguém, a não ser o Rei ou o Capitão, ousa soprá-las.
302 [4] a 303
Costa do Ouro
 
palavras-chave
Existe um grande número de Fidalgos, os quais são os nobres do país. Para adquirir este grau de honra, é frequente que eles se arruínem. Veja como alguém se torna nobre; aquele que quiser se fazer reconhecer como nobre, vai requisitar a permissão ao Brasso que é o Capitão[.] Quando a obtém, ele avisa a Nobreza da aldeia, enviando a cada um uma galinha e um pote de vinho de Palma, para os convidar para se encontrarem um tal dia no mercado da localidade. Durante esse tempo, o pretendente faz os preparativos necessários para tratar bem os convidados, que não deixam de vir no dia e lugar combinados, com a melhor equipagem possível. Primeiramente uma vaca é levada para o lugar, em seguida os homens vêm e colocam-na no lugar mais honrado do mercado, o Brasso toma parte seguido de uma trupe de Jovens muito hábeis, armados de escudos e Azagaias. Os instrumentos tocam, o tambor batuca, as trombetas ressonam, dança-se, fazem-se torneios, divertem-se o melhor possível.  Um pouco depois, chega o jovem aspirante à Nobre, à custa de quem se faz toda a festa, seguido de um garoto que carrega uma cadeira atrás dele, sobre a qual o aspirante se senta. Todos seus futuros colegas o vêm parabenizar, e apanhando palha de um teto eles a jogam diante dele, a fim de que ele a pise com os pés. As damas que estão na outra extremidade circundam a mulher do pretendente e lhe fazem quase as mesmas honras: elas a penteiam e lhe enfeitam a cabeça com pequenas cruzes e Fetissis de ouro: elas lhe põem um colar de ouro no pescoço, uma cauda de cavalo na mão; e no braço direito uma grande argola de ouro, que tem uma placa de ouro maciço nos dois lados. A vaca é levada, em seguida, ao lugar onde elas estão, fazem-na passar em revista diante da nova Dama e de todas as suas companheiras, e todos os Nobres a seguem dançando e saltando./303/ Concluída esta volta, trazem o animal e o amarram lá onde ele estava. Os Jovens continuam a demonstrar sua alegria, ao som do tambor, com jogos, torneios e corridas, e as mulheres, por sua vez, não demonstram menos alegria, com canções e danças. Algumas vezes eles carregam ora o homem, ora a mulher, sobre uma cadeira, dando a volta à cidade desse modo, e lhes jogando vez ou outra farinha branca no rosto. Quando a noite chega são levados a casa. No dia seguinte, são procurados em casa para a cerimônia e se divertem de maneira semelhante ao dia precedente. No terceiro dia a vaca é sacrificada e depois esquartejada em quatro partes; os convidados comem a carne: mas o novo Nobre e sua esposa não saboreiam dela, na crença de que eles iriam morrer em um ano, caso o fizessem. Durante a celebração da festa, o Aspirante coloca uma bandeira branca sobre o teto da sua casa, como signo de alegria e de candura. Quando a festa finaliza, o corpo de Nobres lhe envia a cabeça da vaca pintada de diversas cores e envolta em diversos panos velhos que são os Fetisis, a marca e os títulos de sua Nobreza. Os privilégios que ele adquire em virtude dessa qualidade são o direito de ter escravos, de vendê-los e trocá-los. Como a solenidade dessa festa custa geralmente quatrocentos ou quinhentos francos, se o aspirante não tiver amigos que o presenteiem nessa ocasião, ele se encontrará, frequentemente, depois da cerimônia, reduzido a uma extrema pobreza e obrigado a ganhar a vida pelo trabalho de suas mãos. Porém, eles não deixam de estar extremamente orgulhosos de sua Nobreza, e eles têm razão; pois é tudo que lhes resta: tão logo eles juntam alguma riqueza, a investem em escravos, crendo se enriquecer deste negócio.
1688 Barbot, Jean Description des côtes d’Affrique TRECHOS


93
Costa do Ouro
Período: 1679 - 1688
palavras-chave
"Instruments qui servent aux divértissements des negres." Costa do Ouro
137 [2]
Reino de Uidá
Período: 1679 - 1688
palavras-chave

Eles enterram seus mortos com muitos sinais de lamentação, mas depois do funeral deixam a casa aberta por cinco ou seis semanas. Os mortos são normalmente enterrados na cabana onde morreram, porque não tem cemitérios ou lugares especiais [de enterro]. Eles celebram diversas cerimônias depois da morte, inclusive a de atar no pé de um pequeno pássaro preto (de uma espécie conhecida por eles) alguns fetiches especialmente feitos para a ocasião; então colocam o pássaro na sepultura do defunto junto a um grande pote com água, e dançam ao redor da tumba cantando, até que a tumba fique nivelada com a terra, porque inicialmente amontoam a terra como nós fazemos. Também degolam muitos escravos e esposas, em honra aos mortos, especialmente aos reis, quem eles dizem que devem possuir maior glória no outro mundo do que no presente! Isso faz com que, no momento da morte dos reis, todos os cortesãos possam ser ouvidos expressando o desejo de morrer com ele. Mas estou convencido de que, na realidade, eles retiram a oferta logo que podem.

1730 Labat, Jean Baptiste Voyage du Chevalier des Marchais en Guinée, isles ... TRECHOS link


61 a 62
Reino de Uidá
 
palavras-chave
Custou apenas a vida de um boi, de um cavalo, de um carneiro e de uma galinha. Esses quatro animais foram sacrificados no Palácio e em seguida levados em cerimônia no meio da praça pública e postos sobre esteiras. Colocaram-se, ao lado das vítimas, nove pequenos pães de milhete bem untados de óleo de Palma, depois o grande Sacrificador enfiou no chão uma vara de nove a dez pés de comprimento, no alto da qual ele tinha amarrado um /62/ pedaço de pano em guisa de bandeira ou de estandarte. Essas vítimas permaneceram expostas nesse lugar até os pássaros as devorarem, sem que fosse permitido a ninguém mudá-las de lugar e ainda menos levar algum pedaço delas para comer, sob o risco de serem mortos. Pouco se importam se o odor que esses corpos mortos exalam incomoda os vizinhos ou os transeuntes. Toda essa cerimônia se faz com o barulho de tambores, de flautas, de trompetes e de gritos de alegria, que o povo solta da melhor maneira que puder.
62 a 63
Reino de Uidá
 
palavras-chave
Tão logo a cerimônia de exposição termina, as mulheres de terceira classe do Rei, ou seja, aquelas que por sua idade ou por qualquer outra razão não são mais propícias para os prazeres do Rei, saem do Palácio em número de dezoito, elas andam seriamente duas a duas. Na frente delas vêm as flautas do Rei com quatro de seus tambores, elas são escoltadas por vinte fuzileiros; a mais importante dentre elas vai por último e carrega uma figura de terracota que representa toscamente uma criança sentada que ela põe no chão e que ela deixa junto das vítimas; elas cantam, tanto indo como voltando, uma canção, /63/ de modo bem afinado com os instrumentos. Todos aqueles que se encontram no caminho dessa trupe se retiram para deixá-la passar, prostram-se e soltam  um grande grito de alegria, o que eles continuam a fazer até  essas mulheres entrarem no Harém. Então faz-se uma descarga de vinte morteiros, para avisar ao Rei e ao povo que elas entraram.
63
Reino de Uidá
 
palavras-chave
Depois dessas duas cerimônias, todos os Grandes vão ao Palácio. Eles aparecem, então, cobertos de suas jóias mais preciosas, acompanhados de seus tambores, flautas e trompetes e escoltados por toda a sua gente com armas. Eles entram sem se despir, porque o Rei não está presente, e vão se prosternar, uns após os outros, diante do Trono que está vazio e saem depois de prestadas as homenagens. A cerimônia de homenagem ao Trono dura quinze dias[.]
67 [2] a 68
Reino de Uidá
 
palavras-chave
Esses cinco dias são empregados pelos Grandes e pelo povo para fazer procissões à casa da grande Serpente, para lhe pedir que o Príncipe que vai ser coroado seja tão bom e tão justo quanto o predecessor, que ele faça florescer o comércio, que seja um cumpridor atento das Leis e que /68/ os mantenha em seus privilégios e em suas liberdades. O dia inteiro, do nascer ao pôr do Sol, é empregado para esses atos de religião, e a noite, para deliciar-se, a preparar festins uns para os outros, a dançar, a soltar  gritos de alegria, a fazer descargas de mosquetes, a fazer ressoar o ar com o barulho dos tambores; em uma palavra, a fazer um algazarra tão grande que a duras penas se ouviria o trovão.
194 a 197
Reino de Uidá / Savi
 
palavras-chave
Quarenta mosqueteiros com fuzil sobre os ombros, tendo seu capitão à frente, caminham, em seguida, em grupos de quatro. A uma distância razoável, caminha o trompete principal, seguido de vinte trompetes tocando o melhor que podem. Após os trompetes, vêm vinte tambores precedidos pelo tambor principal[.] Eles tocam com toda sua força, é preciso estar acostumado a esse barulho para não ficar atordoado. As flautas seguem os tambores, eles também são em número de vinte e são precedidos de seu chefe. Todos esses instrumentos são da câmara do rei, às vezes são escutados uns depois os outros e às vezes todos juntos. /195/ Se vê, em seguida, um grupo de doze mulheres do rei, da terceira classe[.] Elas caminham seriamente em duplas e estão carregadas de presentes que o rei envia à Serpente. São barris de aguardente, peças de chita-da-índia e de seda. O primeiro criado da câmara do rei segue as mulheres, vestido (como os Grandes) com tangas que se arrastam ao chão[.] Ele caminha só com uma bengala na mão e a cabeça nua. Depois dele, vêm vinte trompetes caminhando em trio e tocando. Quarenta mosqueteiros com fuzis sobre os ombros caminham em quatro e seguem os trompetes. Depois dos mosqueteiros, vêm vinte tambores e depois deles vinte flautas[.] Ambos caminham em trios. Doze mulheres do rei seguem esses dois grupos[.] Elas também são da terceira classe e carregam sobre suas cabeças grandes cestas de junco cheias de alimentos que o rei envia à Serpente. Depois dessas mulheres vêm três anões do rei[.] Essas pequenas criaturas estão vestidas como os Grandes, com tecidos enormes que se arrastam ao chão, o que os faz parecer ainda menores. /196/ O grande mestre de cerimônias aparece depois dos anões, vestido como os Grandes, com tangas magníficas que arrastam ao chão[.] Ele tem a cabeça nua e uma bengala na mão. Ele é seguido por quarenta mosqueteiros, vinte tambores, vinte trompetes e vinte flautas; essas três tropas caminham como os precedentes e fazem um grande barulho. Doze mulheres da terceira classe os seguem e levam os presentes da mãe do rei à Serpente. Aparecem, em seguida, três criados da mãe do rei que levam sua poltrona; o que caminha à frente tem o encosto da poltrona preso aos ombros e os dois que seguem sustentam os pés. Três outros anões do rei, vestidos como os primeiros, seguem a poltrona e antecedem de alguns passos a princesa, mãe do rei, que caminha sozinha com uma bengala à mão; ela está magnificamente vestida, suas tangas arrastam no chão, ela tem a cabeça coberta por um chapéu de junco muito bem trabalhado. Ela é seguida por três das primeiras damas do palácio, maravilhosamente vestidas, mas com a cabeça nua. Depois dessas damas, as musicistas do palácio vêm em três corpos, /197/ como a música dos homens, isto é, tambores, trompetes e flautas. O grande sacrificador as segue com alguma distância[.] Ele tem a cabeça nua, uma bengala à mão, está vestido como os Grandes e muito magnificamente[.] É ele quem fecha a cerimônia, atrás dele há apenas quarenta mosqueteiros e alguns guardas para impedir a multidão de pessoas que poderia atrapalhar a ordem da procissão. O Chevalier des Marchais se deu ao trabalho de contar aqueles que participaram desta cerimônia como atores, e encontrou duzentos e sessenta e seis homens e cento e setenta e seis mulheres, o que totalizou quatrocentas e quarenta e duas pessoas, que caminhando bastante distanciados uns dos outros, ocupam um grande espaço, o que facilitou a contagem.
199 [3] a 200
Reino de Uidá
 
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Faz-se ainda, todos os anos, uma procissão ao Eufrates. Este é o principal rio do país e é visto como /200/ uma Divindade. Mas como ele é inferior à grande Serpente, que é incontestavelmente a primeira e mais considerável, o culto que se rende a este rio também é muito menor. Quarenta mosqueteiros ficam à frente e são seguidos por dezoito mulheres da terceira classe do palácio que levam os presentes do Rei. O grande mestre de cerimônias, que preside a cerimônia da parte do rei, vem sozinho depois das mulheres, ele é acompanhado por sua música, dividida em três corpos compostos por vinte tambores, vinte trompetes e vinte flautas. O grande Sacrificador, acompanhado dos marabus, encontra-se sobre a margem do rio[.] Ele recebe os presentes que o rei faz ao rio, ele joga, com as cerimônias supersticiosas utilizadas em tais casos, a parte que convém a esta Divindade, isto é, alguns punhados de arroz, de milho, milhete e guarda o resto e aquilo que pode convir apenas aos Ministros desse Deus, dentre os quais o Chefe fica com a melhor parte.
1679 Barbot, Jean Journal d'un voyage de traite en Guinée, à ... TRECHOS


84 a 85
Costa do Ouro
 
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I.- Trompetes feitos de dentes de elefantes. O furo 3 é onde eles colocam a boca para soprar. Sempre tocam conjuntamente de 8 a 10.
K.- Idem, mais pequeno, pois há de 5 a 6 tamanhos.
L.- Ferro em forma de sino achatado, no qual batem com uma baqueta de madeira, para dar o compasso quando os trompetes tocam. Tem o som parecido com o sino que se utiliza na Europa no pescoço do gado nos brejos, para afastar os lobos.
M.- Tambor de uma peça de madeira oca, coberta por pele de cabra, com o qual eles se divertem.
N.- Outro tipo de tambor de peça de madeira oca.
O.- Vasilha que utilizam para beber, feito à moda deles.
[...]
R, S, T.- Manillhas de marfim que usam nos braços como ornamento.
V.- Idem, de ouro puro.
X, Y, Z.- Idem de cobre.
1.- Anel de ouro que usam no dedo.
2.- Idem de ferro. Destes utilizam até 12 e 15 num mesmo dedo.
3.- Pente de madeira vermelha.
4.- Idem de marfim.
5.- Idem de madeira.
6.- Agulha para costurar. Para fazer-las, utilizam também um tipo de madeira.
7.- Assento que utilizam nas suas canoas.
8.- Outro, para a casa.
9.- Outro, côncavo no meio; são bastante pequenos.
10.- Colher de madeira.
11. O cachimbo para fumar, de quatro pés de largura, a cabeça de terracota ou madeira.
12. Tambor feito de um tronco de árvore coberta de couro de cabrito. Esse aqui é para a guerra.
13. Espécie de violão, as cordas de palmeiras; sobre as quais tocam com os dois pulsos, apoiando o extremo A contra o estômago.
14. Chapéu feito de pele de vaca ou de cabrito.
15, 16. Chapéus de palha.
17. Chapéu de pele de cabeça de tigre com grandes conchas vermelhas amarradas acima. Semelhante a um capacete, a ser visto de longe. Os capitães (p.85) dele se servem quando vão à guerra. Além disso, eles têm sacolas feitas de pele de elefante, nas quais colocam toda sua munição de guerra.
1719 N***, Mr Voyages aux côtes de Guinée & en Amérique TRECHOS link


44
Reino de Uidá
Período: 1703
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[Quand un Capitaine fait la guerre] Il marche seul avec ses gens, qui la nuit qui précede leur départ pour la guerre, font un bruit inconcevable, assés propre à épouvanter. Ils battent du tambour, ils chantent à leur façon qui est fort triste, & fort languissante, ils frappent tous ensemble des mains; ils ont des instrumens faits de bois comme des espéces de flutes dont le son est aussi ennuiant, que celui des nôtres est agréable; ils en ont de dent d'Elephant creuse & percée, en façon de cornet à Bouquin; mais j'aimerois autant entendre gronder un cochon, & peter un âne, qu'entendre tous leurs instrumens, aussi bien que leurs Violons.

1669 Zur Eich, Hans Jacob "Hans Jacob Zur Eich’s Description of the Fetu ... TRECHOS


114 a 115
Costa do Ouro / Cabo Corso (F. Fredriksburg)
Período: 1659 - 1669
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Nesses bailes o Diabo está com frequência presente pessoalmente. Uma vez eu vi com meus próprios olhos e, portanto, não posso passar por isso em silêncio.Uma noite eu jantava com vários negociantes dinamarqueses na casa de comércio em Cabo Corso. Após a refeição, saímos na frente da casa de comércio, onde o grande mercado / 115 / estava, para conversar à luz da lua brilhante. Alguns comerciantes pagãos nascidos em Accania, que moravam lá, chegaram com outros mouros e suas mulheres com vários trompetistas e percussionistas. Quando eles nos viram, eles vieram e sentaram-se conosco, quando então as mulheres começaram a dançar no mercado debaixo de uma árvore e um dos sacerdotes dos seus ídolos foi lá, e os comerciantes da Accania chamaram-no para um gole de conhaque. Enquanto ele tinha passado uma boa hora com a gente, as mulheres dançando o tempo todo, de repente elas saíram correndo dali. Já que não sabíamos o que aquilo significava, perguntamos a um comerciante da Accania qual o motivo da correria. Ele disse que tinha observado mas não sabia o que aquilo poderia ser. O sacerdote foi informado sobre isso. Ele se levantou imediatamente e dirigiu-se ao local da dança. Em seguida, os negociantes disseram que o deus deles, Kuku, se colocou entre as mulheres e dançou entre elas, de modo que quando elas tomaram conhecimento dele, saíram correndo de medo; e nos apontou o Diabo. Nós, então, o vimos na forma de um mouro que trazia um cão preto com ele que estava sob a árvore ao lado do sacerdote, mas logo em seguida ele deixou o local sem que nós percebêssemos. [...]

 

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